Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


sábado, 17 de novembro de 2012

ENGANO

Não tenho nada para te dizer.
Esgotei as palavras
no tempo desorientado da espera.
Cada dia que passa é igual ao anterior,
rigorosamente igual,
até nas pequenas coisas do quotidiano.
Assim
de que me servirá hoje falar-te de amor?
Vazia de conteúdo,
por mais que eu te fale
tudo quanto te disser
soará sempre a engano.

SS

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