Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


quarta-feira, 26 de junho de 2013

ABRAÇO



Sentir-te procurar-me de mansinho
olhando-me como se olha o que se quer,
roçares na minha a tua pele
alisando-a como  se fosse um malmequer,
saber que estás ali a esperar
que eu acorde

para me puderes amar,
faz-me pensar que vivo em outro mundo
em que nada mais existe
para além desses teus braços
abertos num abraço
em que me afundo.


SS