Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

É de noite
Que o teu silêncio é mais silêncio.
Não por ser de noite
Mas porque
A tua ausência é mais ausência.
À luz do sol
Consigo situar-te
No cenário dos nossos quotidianos
E por isso estou próxima de ti.
A escuridão mistura-te com o ignorado
Sítio sem formas e sem fundo
Onde não sei se algum de nós  está ali .


Sem luz
Ausente
E sem lugar
Que espaço ocupo eu nesse teu mundo?


SS

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