Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


domingo, 5 de junho de 2011

OS MEUS VERSOS

Os meus versos
Não dizem nada
Que não saibas já.
Por mais que tente
Dar-te uma novidade
Falo-te sempre
Dalguma coisa já passada.

E quando quero
Falar-te de amor
Então fico sem jeito.
Limito-me a frases feitas
Ou copiadas de livros
Semvalor e sem afecto.
Por isso mal as escrevo
Logo as rejeito.

SS

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