O Otrouxe o fim da espera
e prenuncia dias de paz e de prazer.
À saudade
une-se a ansiedade
de recuperar
um tempo perdido
que urge volte a ser de emoção, de sentidos, de palavras
E até de silêncios partilhados
Mas compreendidos no cruzamento de olhares.
Tivemos um dia de Primavera
Vivamos agora o nosso dia de Outono
SS
Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
POEMA PARA ESPERAR UM DIA NOVO
Não sei como vai ser,
Nem quando
Mas haverá um dia novo
Que fará esquecer
Os de esperanças perdidas.
Será azul,
Sem dúvida.
E haverá sol
Mesmo que seja de inverno.
E se for inverno
Não vamos sentir frio
Porque esse dia novo
Será necessariamente cálido.
Nós seremos os actores
E escolheremos o cenário
Que pode ser liso
De preferência branco
Como o lençol
Que abrigará nossa nudez.
SS
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
AMOR VADIO
Amor vadio
Não, não quero dizer
amor adúltero.
Este pressupõe 3 personagens
E pode ser confundido
Com um “ménage à trois”
Artificial e sem sentido.
Amor vadio é outra coisa:
È algo buscado
E vivido em ternura.
Não tem horário
Nem dias marcados.
Acontece
Quando e sempre
Dois corpos
Se querem ou podem encontrar.
E é um delírio de prazer.
Se iluminado pelas estrelas
Tem por por leito a lua;
Se é a vez do sol
Pode acontecer
Num campo de flores,
Na orla da maré vaza,
No virar de uma esquina,.
Ou simplesmente num olhar
É bom o amor vadio
Começa no coração
E acaba sempre nuns braços.
SS
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Apetecia-me surpreender-te a dormir
Nesse sono relaxado de uma tarde de verão.
Iria pé ante pé partilhar a tua nudez
E amar-te-ia sem que acordasses.
Seria um amor suave, lento,
Igual àquele que fazemos em sonhos
Quando estamos separados.
Beijar-te-ia todo
devagarinho,
timidamente,
Como se te descobrisse pela primeira vez.
Com a palma da mão, afagaria o teu rosto
E desenharia o contorno dos teus olhos.
Se entretanto não acordasses,
Subiria para cima do teu corpo
E, com movimentos de maré vaza,
Despertar-te-ia num convite irrecusável
Para ultrapassarmos os limites
De todos os prazeres da carne
E que nos faria planar como gaivotas
No espaço imenso de um areal.
SS
Partiste sem te despedires.
A princípio pensei que para uma viagem longa
Daquelas cujo regresso não têm data marcada
Nem percurso determinado
E mais parecem uma fuga.
Fiquei triste por não me teres avisado
Porque julguei que fugias de mim
E não tens porque o fazer.
Afinal
Deixaste sinais.
Não para que eu te encontrasse
Apenas para avisar
Que a tua ausência,
Mesmo que inesperada,
Não é mais do que uma retirada
Para dentro de ti,
Lugar sem espaço
E onde o tempo não existe,
Mas que sentes ter de arrumar
Para encontrares
O equilíbrio do teu ser
E abrires novos caminhos.
Estranha maneira de fazer férias
Para a qual não são precisos mapas,
Passaportes nem agências de viagens…
SS
sábado, 8 de agosto de 2009
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