Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Perdi-te, amor,
no vento que sopra em contratempo,
no espaço que não se deixa medir,
no passar dos dias que já nem sentimos,
na rotina diária que nos confunde,
nas palavras vazias que proferimos.
Para te encontrar
há que voltar atrás e encontrar o tempo
em que o espaço existia e os dias se ajustavam
ao mundo que ambos construímos
na partilha de gostos e anseios
de seres que viviam porque amavam.
Perdi-te, amor,
mas vou-te encontrar.
Sumiu-se o teu rasto na bruma que se ergueu
mas não o alento para te resgatar.
SS
sábado, 24 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
PALAVRA
Cada palavra
quando escrita
permanece.
Quando falada
ganha asas
solta-se no ar
e desaparece.
Por isso te escrevo em cada dia.
Assim saberás sempre
que tudo quanto te digo
tem cunho de garantia.
SS
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
CORREIO
Fiz-te uma pergunta
não com palavras
mas com o olhar.
Agora espero a resposta
que pela mesma via
não deixarás de enviar.
SS
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Abre-me os teus braços
e acolhe-me.
Dentro deles
é como estar para além do mundo
num sítio onde não há traços
de tristeza nem cansaços,
onde o tempo não existe
e o espaço é apenas uma passagem,
uma ideia feita miragem
que nos atrai para aquela dimensão
que procuramos:
a do amor
não a do banal, mas a do profundo.
SS
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