Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A BRISA


Há pouco senti um fio de brisa
Estranho! O céu está azul brilhante
e as árvores, extraordinariamente quietas,
nem uma folha deixam balouçar.
Porque terei sentido a brisa?
Não percebo. Mas…
Deixa-me sonhar…
Será que um beijo teu
acabou aqui de chegar?
SS

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Hoje não consigo dizer-te nada
Está vazia a minha alma
e o meu coração bate devagar
como se a vida se estivesse a extinguir.
Tento manter a postura que me exigem:
Ar feliz, sorrisos para todos
(até me pedem gargalhadas)…
Porém não consigo disfarçar.
Cada partida é uma incógnita
e esta, sem data de regresso,
é uma dor demasiado funda para carregar.
SS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

É longa a tarde
o que alonga o dia.
Nada me entretém
neste pouco que fazer
que arrasta a monotonia.
O frio sugere-me namorar
mas a ausência... aconselha-me a ler.
GM

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

QUADRA DO DIA S. VALENTIM

Um beijo seria pouco
para as saudades matar
e esquecer o desejo
Que sinto em mim latejar.

SS
A minha rota virou com o vento.
Não sei com que vento nem para que direcção
Se dirige agora esta minha volúvel ansiedade,
Mas sinto que para uma distância inalcançável
Onde a dor de não chegar me rouba o sorriso
Que tenho guardado no coração.
GM

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Silêncio

Nada de palavras,
Quero apenas o silêncio...
Quero encostar minha cabeça
Em teu peito,
E escutar teu coração...
Quero contemplar contigo,
Apenas as estrelas,
Nesta noite de verão...
Quero sentir a brisa
Envolvendo nós dois...
Não quero falar.
Quero ouvir,
Só o som
Dos nossos beijos.


Anónimo na net