Quando trocamos palavras
falamos do que pudemos
e nem sempre do que queremos.
Estranha situação
em que ideias sem nexo
são a única via que temos
p’ra nossa comunicação.
SS
Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
ESPERAR
Que espero?
Não sei
Mas o vazio
que sinto em mim
diz-me que devo esperar.
Falta-me agora saber
o que devo encontrar
para que o tal esperar
Encontre o que procura: um fim.
GM
Não sei
Mas o vazio
que sinto em mim
diz-me que devo esperar.
Falta-me agora saber
o que devo encontrar
para que o tal esperar
Encontre o que procura: um fim.
GM
sábado, 7 de janeiro de 2012
AMOR GRAFITADO
Houve um tempo
de céu azul
e felicidade.
Tudo era simples:
A conversa
O encontro
A intimidade.
Agarrávamos todos os momentos
Porque eram nossos
Os risos
As palavras
Os sentimentos.
Hoje temos um muro
Que não levantámos
Que não desejámos
Mas que aí está
Quase intransponível
Feito cimento duro.
Vem comigo,
Saltemos por cima dele,
Usemos as mãos e a cor
E como putos de escola,
Livres e sonhadores,
Pintemos em grafitti
O que é para nós o amor.
SS
de céu azul
e felicidade.
Tudo era simples:
A conversa
O encontro
A intimidade.
Agarrávamos todos os momentos
Porque eram nossos
Os risos
As palavras
Os sentimentos.
Hoje temos um muro
Que não levantámos
Que não desejámos
Mas que aí está
Quase intransponível
Feito cimento duro.
Vem comigo,
Saltemos por cima dele,
Usemos as mãos e a cor
E como putos de escola,
Livres e sonhadores,
Pintemos em grafitti
O que é para nós o amor.
SS
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
SÓ
No meio da gente
sinto uma estranha solidão
que marca o meu quotidiano.
Mais do que uma impressão
É um sentir real de que ninguém me vê ou sente
Porque ajo subtilmente e à minha maneira.
Quão diferente é, porém, sempre que decido
usar as minhas armas de guerreira.
Aí troam clarins
o céu vira chama
e o mundo descobre
que nunca está só
quem se deixa amar
e quem muito ama.
SS
sinto uma estranha solidão
que marca o meu quotidiano.
Mais do que uma impressão
É um sentir real de que ninguém me vê ou sente
Porque ajo subtilmente e à minha maneira.
Quão diferente é, porém, sempre que decido
usar as minhas armas de guerreira.
Aí troam clarins
o céu vira chama
e o mundo descobre
que nunca está só
quem se deixa amar
e quem muito ama.
SS
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