Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

MUDANÇA

Há sempre algo em nós
que acaba ou que começa
a cada dia que passa.


Que interessa essa alternância
quando o que guardamos
é a marca que essa mudança
em nós sempre traça?


SS

domingo, 1 de janeiro de 2012

DIAS DO AMOR

Quantos dias
correram sob estes anos?
Quantos anos
correram sob a nossa vida?
Nunca os contámos
Por isso não temos a medida
do tempo total
em que nos partilhamos
neste amor que não foi o primeiro
mas será, provavelmente o final.


SS

sábado, 31 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

O NOSSO NATAL

O nosso Natal
Não tem presentes
Tem recordações.


O nosso Natal
Mora nas palavras que trocamos
Alimenta-se de mil afectos
E cresce com as emoções.
O nosso Natal
Somos unicamente nós
Em guerra contra uma saudade
Que sentida a cada dia
Mantém a bater os nossos corações


SS

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Com dois dedos
puxei o fio do tempo
e enrolei-o nos segredos
do tempo em que fomos nós.
Com ele teci a ausência
dos dias em que não tivemos voz
e percebi o sentido
de que eu sem ti
ou
tu sem mim
é como estarmos  sós.
E nesta realidade
o que resta de nós
é o que está escrito na saudade.

SS

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não creias, amor, que é uma queixa
Quando digo sentir a falta dos teus dedos
A buscarem-me o corpo entre os lençóis.


Porque havia de o fazer se tu bem sabes
Que da minha intimidade pouco falo
E o que partilho contigo é a voz dos meus segredos.
SS