É certo
Que o que está perto
É mais visível
E também é certo
Que o mais visível
Sempre nos atrai
Por ser mais apelativo.
Por isso e por muitas razões mais
Que seria do artigo
Se não existisse o substantivo?
SS
Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Quando desfolho o livro da nossa vida
Encontro-te escondido no traço preto das palavras
Nos intervalos das linhas e dos espaços por preencher.
Se o fecho,
Sinto que partistes
Desaparecendo na bruma habitual da ausência
Onde a solidão domina e se quebram todos os laços.
E quando o tento resguardar em local discreto
A capa que o preserva
Impede-me de ouvir
O som de despedida dos teus passos.
Para que se não perca
Reservei-lhe um lugar especial: o coração.
Dali nada o poderá tirar
E estou certa que ninguém o conseguirá ler
SS
Encontro-te escondido no traço preto das palavras
Nos intervalos das linhas e dos espaços por preencher.
Se o fecho,
Sinto que partistes
Desaparecendo na bruma habitual da ausência
Onde a solidão domina e se quebram todos os laços.
E quando o tento resguardar em local discreto
A capa que o preserva
Impede-me de ouvir
O som de despedida dos teus passos.
Para que se não perca
Reservei-lhe um lugar especial: o coração.
Dali nada o poderá tirar
E estou certa que ninguém o conseguirá ler
SS
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
PARA LÁ DO TEMPO
Para lá do tempo
Há um tempo longo, muito longo
Que não medimos nem nunca alcançamos.
É um tempo de desejos
De sonhos pintados a azul
Porque essa é a cor do céu,
O dossel do leito onde nos amamos.
SS
Há um tempo longo, muito longo
Que não medimos nem nunca alcançamos.
É um tempo de desejos
De sonhos pintados a azul
Porque essa é a cor do céu,
O dossel do leito onde nos amamos.
SS
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
HISTÓRIA
Quanto tempo vai durar ? Não sei!
Nem me questiono.
Não há forma de avaliar o abandono
De coisas tão triviais como as que vivemos.
É uma saga longa e ilusória
Um fervilhar de momentos
Que agora recordamos
Como contas perdidas numa soma errada
E que desfiamos
Em pequenos momentos de memória.
Aconteça o que acontecer
Esta é a nossa história
SS
Nem me questiono.
Não há forma de avaliar o abandono
De coisas tão triviais como as que vivemos.
É uma saga longa e ilusória
Um fervilhar de momentos
Que agora recordamos
Como contas perdidas numa soma errada
E que desfiamos
Em pequenos momentos de memória.
Aconteça o que acontecer
Esta é a nossa história
SS
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Se respiras
É porque tens vida em ti
E não precisas que eu respire por ti.
Se pensas
É porque o teu cérebro trabalha
E pensar nunca te falha.
Se queres dormir
E gostas de sonhar
Tens o meu corpo para te embalar…
Liberta-te do que te pesa.
Abre as tuas janelas
E agradece a Deus
A beleza que delas vês,
O estares vivo, teres amigos e saúde.
E, por fim, pede-lhe que te afaste dos “porquês”
Para te libertares por fim de alguns perturbadores “talvez”.
SS
É porque tens vida em ti
E não precisas que eu respire por ti.
Se pensas
É porque o teu cérebro trabalha
E pensar nunca te falha.
Se queres dormir
E gostas de sonhar
Tens o meu corpo para te embalar…
Liberta-te do que te pesa.
Abre as tuas janelas
E agradece a Deus
A beleza que delas vês,
O estares vivo, teres amigos e saúde.
E, por fim, pede-lhe que te afaste dos “porquês”
Para te libertares por fim de alguns perturbadores “talvez”.
SS
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