Somos as duas margens do mesmo rio.
Marcamos as suas fronteiras
E com elas o modo de ele correr.
Se nos aproximamos
Ele corre com mais força.
Se nos afastamos
Ele procura manso
A foz onde nos junta
E indica
Para onde vamos
Quem somos
E qual é o nosso futuro.
Quando chegamos ao mar
A nossa peregrinação
Deixa de ser uma promessa e torna-se uma realidade
Porque ambas as margens se confundem.
Nisso reside o que entendemos por Fraternidade.
GM
Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
MAPA
Acaricio o teu corpo
Como se percorresse um mapa
Em busca de um ponto de chegada.
Perdi a noção do de partida
Nos anos que passaram
E nas memórias que marcaram
O decorrer da nossa jornada.
Em cada ruga paro
Em cada pedaço de pele me extasio
Como se fosse uma novidade.
Em cada veia sinto o pulsar da tua vida
Que bebi em sorvos lentos
E se misturou com a minha
Em união de corpos e sentires.
Se tudo isto não é um ponto de chegada
Então, meu amor,
O mundo não existe
E nós somos o nada.
SS
Como se percorresse um mapa
Em busca de um ponto de chegada.
Perdi a noção do de partida
Nos anos que passaram
E nas memórias que marcaram
O decorrer da nossa jornada.
Em cada ruga paro
Em cada pedaço de pele me extasio
Como se fosse uma novidade.
Em cada veia sinto o pulsar da tua vida
Que bebi em sorvos lentos
E se misturou com a minha
Em união de corpos e sentires.
Se tudo isto não é um ponto de chegada
Então, meu amor,
O mundo não existe
E nós somos o nada.
SS
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
REVELAÇÃO
Esquece o teu silêncio
A tua timidez
A tua moderação
E fala-me de ti
Dos teus céus
Das tuas luas
Das cores dos teus sonhos
E dos segredos do teu coração.
Abre-te, inteiro, ao meu mundo
Indica-me o rumo dos teus pensamentos
Partilha comigo os teus segredos
Olha-me nos olhos profundamente
E deixa-me descobrir tudo o que sentes
Mesmo que seja por breves momentos.
Só então terei
Tudo o que desejo
Um ser feito corpo
Mas com sentimentos
SS
A tua timidez
A tua moderação
E fala-me de ti
Dos teus céus
Das tuas luas
Das cores dos teus sonhos
E dos segredos do teu coração.
Abre-te, inteiro, ao meu mundo
Indica-me o rumo dos teus pensamentos
Partilha comigo os teus segredos
Olha-me nos olhos profundamente
E deixa-me descobrir tudo o que sentes
Mesmo que seja por breves momentos.
Só então terei
Tudo o que desejo
Um ser feito corpo
Mas com sentimentos
SS
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Quadra
As velas são como as asas
Que batem fortes ao vento.
As asas levam a alma
As velas o pensamento
SS
Que batem fortes ao vento.
As asas levam a alma
As velas o pensamento
SS
Escorre-me pelo corpo
O bafo quente
Desta tarde de Verão.
Ouço ao longe
O som surdo do mar
E imagino o areal
Pleno da gaivotas.
Tudo nos desafia para uma viagem
Escoltados por sereias e golfinhos
Num veleiro, em que será teu o leme
E minha a grande vela mestra.
Sem rumo definido,
Pararemos onde desejarmos
Ou onde nos abandonar a aragem
GM
O bafo quente
Desta tarde de Verão.
Ouço ao longe
O som surdo do mar
E imagino o areal
Pleno da gaivotas.
Tudo nos desafia para uma viagem
Escoltados por sereias e golfinhos
Num veleiro, em que será teu o leme
E minha a grande vela mestra.
Sem rumo definido,
Pararemos onde desejarmos
Ou onde nos abandonar a aragem
GM
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