Havia sol
Havia azul
E uma faixa cinza limitava o céu do mar.
Havia gente
Havia gaivotas
E uma dezena de veleiros a vogar.
Cada manhã
Que põe esta imagem
À nossa frente
Mais que um momento de vida
Dá-nos um presente.
GM
Uma irreverência entre a memória e a saudade
Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Rosa
Nesta tarde de horas lassas
Escapam-me as palavras a dizer
E as ideias dissipam-se nas vidraças.
Hoje,
Definido para mim,
Apenas existe a rosa sangue
Que me espreita do jardim.
GM
Escapam-me as palavras a dizer
E as ideias dissipam-se nas vidraças.
Hoje,
Definido para mim,
Apenas existe a rosa sangue
Que me espreita do jardim.
GM
sábado, 10 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
AQUECE-ME O SOL
Aquece-me o sol
Que ilumina
O espaço vazio em que estou.
Divertem-me as sombras
Que projecta
E cujas formas
Me convencem
Que foi mão divina que as traçou.
Busco-te nessas formas
Que me atraem
Mas não te encontro
Nem há sinais da tua passagem.
Será que nunca ali estiveste
Ou perdeste o rumo arrastado pela aragem?
SS
Que ilumina
O espaço vazio em que estou.
Divertem-me as sombras
Que projecta
E cujas formas
Me convencem
Que foi mão divina que as traçou.
Busco-te nessas formas
Que me atraem
Mas não te encontro
Nem há sinais da tua passagem.
Será que nunca ali estiveste
Ou perdeste o rumo arrastado pela aragem?
SS
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
ESPERA
Espero por ti
Na janela da casa,
no areal extenso da praia,
no cimo da montanha
na margem do rio.
Umas vezes
Fantasio a tua chegada
Como a dos cavaleiros medievais
Salvando a sua dama
Abandonada na torre.
Outras adivinho-te nos passos
Que se pressentem na rua
Nos carros que chiam ao travar
E nas vozes em surdina.
Esperar por ti apenas para te ver
É o meu fado.
Quanto daria para que essa espera
Fosse para te amar
Mesmo em pecado.
SS
Na janela da casa,
no areal extenso da praia,
no cimo da montanha
na margem do rio.
Umas vezes
Fantasio a tua chegada
Como a dos cavaleiros medievais
Salvando a sua dama
Abandonada na torre.
Outras adivinho-te nos passos
Que se pressentem na rua
Nos carros que chiam ao travar
E nas vozes em surdina.
Esperar por ti apenas para te ver
É o meu fado.
Quanto daria para que essa espera
Fosse para te amar
Mesmo em pecado.
SS
terça-feira, 6 de setembro de 2011
VOLTAR AOS TEUS BRAÇOS
Voltar ao teus braços
É como voltar a casa depois de longa ausência.
Toco-te como tocaria os objectos
Que acompanham o meu quotidiano.
Inebria-me o teu cheiro
Como o das rosas que secaram
Na jarra da sala
Sobreviventes dos dias de solidão.
Sem ti não tenho casa
Porque sem ti não há braços para me receber.
As portas da tua casa fazem-no
Porque só abrem para dentro.
SS
É como voltar a casa depois de longa ausência.
Toco-te como tocaria os objectos
Que acompanham o meu quotidiano.
Inebria-me o teu cheiro
Como o das rosas que secaram
Na jarra da sala
Sobreviventes dos dias de solidão.
Sem ti não tenho casa
Porque sem ti não há braços para me receber.
As portas da tua casa fazem-no
Porque só abrem para dentro.
SS
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