Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PALAVRAS

Para quê palavras Entre nós? Que dizem elas Que nós já não tenhamos dito? Que novidades nos trazem Ou que intenção nos sugerem? Nós não precisamos de falar Por isso não precisamos de palavras. Para dizermos alguma coisa Basta o nosso olhar SS

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Do que precisava agora Era da tua mão Dispensaria o resto (no que podes entender como tal). Bastar-me-ia mesmo e só a tua mão. Para quê abraços, beijos Ou um olhar trocado Quando só por tocar a tua mão Esqueço tudo quanto dói E sinto o teu calor a invadir-me o coração? SS

domingo, 28 de novembro de 2010

O tempo escoou-se nas palavras nos gestos nas carícias nos olhares… E a emoção de estarem juntos Perpassou pelo ar Como o fumo dos cigarros Nervosamente fumados ss

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

VORAGEM

O tempo diminui No sentido inverso Do desejo O longe faz-se perto E a ausência Aproxima-se da presença Eu e tu Tu e eu E eis que não há mais tempo Nem ausência Apenas desejo e presença

ss

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SURPRESA DE AMOR

Se o meu amor se lembrasse De me vir agora beijar Eu não morreria de espanto Mas sim de tanto o amar ss

domingo, 21 de novembro de 2010

O meu paraíso não tem Eva, nem Adão E muito menos serpente. Existe dentro mim Tem flores e mar Mas nunca gente. Surge de forma espontânea Na minha mente Quando paro p´ra sonhar. Tem a forma de um jardim Porque Deus esqueceu-se De lá fazer um pomar. E sem fruta proibida Faço quanto me apetece Não há quem me aponte pecados Ou sequer pense mal da minha vida. SS