Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


segunda-feira, 23 de abril de 2018

TRATO DE AMAR

Para não perder o hábito:


TRATO DE AMAR

Não abras a porta
se não for eu a bater.
A tua porta já conhece o meu toque
e, se não o conseguires pressentir
por já estares a dormir,
certamente ela te irá acordar
porque já se habituou a ele
e sabe que, todas as noites,                                    
impreterivelmente,
mais tarde ou mais cedo,
eu irei chegar,
em sonhos ou pessoalmente.

A tua porta
(não a da saída, mas a de entrar).
no seu silêncio e na sua discrição
é a única presença que penetra
no nosso privado trato de amar.

SS



UMA NOVA FASE DA MINHA VIDA



REGRESSO A  ALGO QUE NUNCA DEVERIA TER ABANDONADO


Hoje, 23.4.2018 decidi, num repente, retomar este blog. Não sei se me sentiram a falta. Eu não tive tempo de sentir a falta deste cantinho porque, como alguns sabem, durante os últimos anos me desdobrei em trabalhos de pesquisa e de versalhada. Findos os primeiros  irei continuar com a poesia, sempre que me apetecer, mas vou tentar passar por aqui e falar com vocês de coisas que me interesam ou me aliviem a alma. 
Já quase esqueci o que é ser blogger, portanto perdoem-me se as coisa não correrem muito bem. Agora vou ver como isto saiu para verificar se valeu a pena vir cá ou se perdi a mão para isso. Até breve 


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Fiodevento.blog

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Penélope

Penélope

É a hora da partida
de armar com saudade o tear  
Com que tecerei o tempo que há-de vir.
Cada dia criarei um novo fio da teia
Que me liga à esperança da tua chegada
E que, em cada noite, desfarei
para criar a ilusão
Que alimentará o sonho
Do nosso reencontro em Ítaca,
Seja Ítaca onde ela for.

SS




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Boa noite amor.
Vela por mim que estou sozinha
Nesta distância a que não me habituo,
Neste longe que me lembra medo,
Escuro e solidão.
Faz-me sonhar que estou contigo,
Abraça-me até que eu adormeça
E,por favor, não largues nunca da tua a minha mão.


SS

domingo, 17 de abril de 2016