Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


segunda-feira, 23 de abril de 2018

UMA NOVA FASE DA MINHA VIDA



REGRESSO A  ALGO QUE NUNCA DEVERIA TER ABANDONADO


Hoje, 23.4.2018 decidi, num repente, retomar este blog. Não sei se me sentiram a falta. Eu não tive tempo de sentir a falta deste cantinho porque, como alguns sabem, durante os últimos anos me desdobrei em trabalhos de pesquisa e de versalhada. Findos os primeiros  irei continuar com a poesia, sempre que me apetecer, mas vou tentar passar por aqui e falar com vocês de coisas que me interesam ou me aliviem a alma. 
Já quase esqueci o que é ser blogger, portanto perdoem-me se as coisa não correrem muito bem. Agora vou ver como isto saiu para verificar se valeu a pena vir cá ou se perdi a mão para isso. Até breve 


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Fiodevento.blog

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Penélope

Penélope

É a hora da partida
de armar com saudade o tear  
Com que tecerei o tempo que há-de vir.
Cada dia criarei um novo fio da teia
Que me liga à esperança da tua chegada
E que, em cada noite, desfarei
para criar a ilusão
Que alimentará o sonho
Do nosso reencontro em Ítaca,
Seja Ítaca onde ela for.

SS




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Boa noite amor.
Vela por mim que estou sozinha
Nesta distância a que não me habituo,
Neste longe que me lembra medo,
Escuro e solidão.
Faz-me sonhar que estou contigo,
Abraça-me até que eu adormeça
E,por favor, não largues nunca da tua a minha mão.


SS

domingo, 17 de abril de 2016

PURIFICAÇÃO

A brisa trouxe-me o aroma da maresia 
E os gritos das gaivotas 
Enquanto o sol se afogava para lá do mar 
E pintava de vermelho a túnica que me cobria. 
Entrei na água para me despir 
Do fogo que aquela luz acendera. 
Nadei seguindo uma linha que não via 
Mas que acreditava que me iria levar 
a um lugar do horizonte 
Onde recuperasse na minha nudez 
A veste branca perdida 
e o meu ser fosse devolvido à lua 
A que pertenço 

Soror S