Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
Que tal fazermos uma escapada
Voarmos para a terra do nada
E construirmos um espaço para os dois
Onde haja sol, paz e muita esperança
E em que cada dia seja para nós uma novidade
Como eram todos aqueles que vivemos
Quando o nosso dever era apenas ser criança?
num eco que vem de longe. Não as percebo. Intuo-as. Embora parcas, sei que gostas de mas dizer mesmo quando não falas apenas as pensas, e eu tenho de as adivinhar no rasto do teu olhar.