Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
Faltam-me as tuas palavras, as respostas às minhas dúvidas e ao medo de que já não haja dúvidas o que me faz cair num outro medo: o do que o silêncio em que te fechaste seja a forma de dizeres “fim” mas em segredo…
Não haverá espaço para um sorriso uma saudação ou um adeus. Nem mesmo ocasião para um curto acercar ou um mero cruzar de olhares. Seremos apenas nós, Sozinhos por entre quem passa, num silêncio feito de saudades.