Faltam-me as tuas palavras,
as respostas às minhas dúvidas
e ao medo de que já não haja dúvidas
o que me faz cair num outro medo:
o do que o silêncio
em que te fechaste
seja a forma de dizeres “fim”
mas em segredo…
Não partas ainda, amor,
é muito cedo…
SS
domingo, 8 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
SÓS
Não haverá espaço
para um sorriso
uma saudação
ou um adeus.
Nem mesmo ocasião
para um curto acercar
ou um mero cruzar de olhares.
Seremos apenas nós,
Sozinhos por entre quem passa,
num silêncio feito de saudades.
Proximidade mesmo?
Só de lugares.
SS
para um sorriso
uma saudação
ou um adeus.
Nem mesmo ocasião
para um curto acercar
ou um mero cruzar de olhares.
Seremos apenas nós,
Sozinhos por entre quem passa,
num silêncio feito de saudades.
Proximidade mesmo?
Só de lugares.
SS
quarta-feira, 4 de junho de 2014
PORTA FECHADA
Há uma porta que nos separa
E que não fomos nós a fechar.
Talvez por isso
É que não temos a chave
Que a poderá abrir.
Pressinto-te desse outro lado
Fazendo como eu a mesma busca
Para a conseguirmos encontrar.
O som das tuas palavras
O teu cheiro
O teu sabor
Chegam até mim
E por mais que tente agarrá-los
Temo que me possam fugir.
Unamos forças, amor
Para a conseguir derrubar
Não deixemos que uma porta
Nos consiga desunir.
SS
E que não fomos nós a fechar.
Talvez por isso
É que não temos a chave
Que a poderá abrir.
Pressinto-te desse outro lado
Fazendo como eu a mesma busca
Para a conseguirmos encontrar.
O som das tuas palavras
O teu cheiro
O teu sabor
Chegam até mim
E por mais que tente agarrá-los
Temo que me possam fugir.
Unamos forças, amor
Para a conseguir derrubar
Não deixemos que uma porta
Nos consiga desunir.
SS
segunda-feira, 2 de junho de 2014
TÉDIO
Nada me apetece
Nem tu
cuja imagem me chega difusa
no nevoeiro desta tarde de verão.
Não percebo porquê…
Talvez porque a tarde
não tenha mesmo nada de estival.
Nem consigo recordar-te bem .
As minhas memórias estão turvas
pela névoa que se apossou de mim
e tenho o olhar embaciado.
Nada me apetece
apenas dormir
indolente pelo torpor a que o tédio me conduz.
Vem amor,
vem-me buscar.
Tira-me da sombra que me sufoca
e restitui-me à vida
pela energia envolvente dessa tua luz.
SS
Nem tu
cuja imagem me chega difusa
no nevoeiro desta tarde de verão.
Não percebo porquê…
Talvez porque a tarde
não tenha mesmo nada de estival.
Nem consigo recordar-te bem .
As minhas memórias estão turvas
pela névoa que se apossou de mim
e tenho o olhar embaciado.
Nada me apetece
apenas dormir
indolente pelo torpor a que o tédio me conduz.
Vem amor,
vem-me buscar.
Tira-me da sombra que me sufoca
e restitui-me à vida
pela energia envolvente dessa tua luz.
SS
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