Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
O silêncio fala-me baixinho e conta-me histórias e segredos. No seu todo são difíceis de entender por isso ouço-os atentamente tentando descobrir se tudo quanto dizem é uma fantasia ou um recado dos meus próprios medos.
De repente um silêncio raro se instalou entre nós. Não entendi. Esperei Perguntei Voltei a esperar E nada aconteceu. Então respondi da mesma forma. Calei.