sábado, 8 de fevereiro de 2014
TARDE DE NÃO FAZER NADA
Há tardes assim
em que não apetece nada
sobretudo quando há muito para fazer.
Mas entre o dever
e ouvir uma bela canção
que nos embale ou faça sonhar,
nada como abandonar a tarefa
e embarcarmos em viagem começada a viver
lá bem longe num passado mais feliz
ou partirmos à procura de um amor por resolver.
GM
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
FELICIDADE
Nem imaginava como era feliz
quando esperava ansiosa que a felicidade
viesse visitar-me
e ficasse na minha companhia
ainda que fosse por instantes.
Um dia
pareceu-me vê-la chegar..
Contudo
ou porque não soubesse a direcção,
ou se tivesse enganado,
foi bater na porta ao lado.
SS
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A 4 MÃOS
Hoje foi dia de criarmos personagens
A partir de nomes e de lugares
Que não são nossos
E andam dispersos no longe do tempo.
Não podermos fazê-lo
Numa sinfonia a quatro mãos
É a única coisa que lamento.
SS
A partir de nomes e de lugares
Que não são nossos
E andam dispersos no longe do tempo.
Não podermos fazê-lo
Numa sinfonia a quatro mãos
É a única coisa que lamento.
SS
sábado, 1 de fevereiro de 2014
SÁBADO FRIO DE UM QUALQUER INVERNO
Não me apetece nada.
Até o simples teclar me incomoda
e perturba o meu estado de apatia.
Doença não será
e nunca fui dada à preguiça.
Mas não entendo esta inacção.
Se junto de um poeta
procurasse uma explicação
para semelhante torpor
certamente ele concluiria
que o meu caso era o paradigma perfeito
de uma mera crise de melancolia.
SS
Até o simples teclar me incomoda
e perturba o meu estado de apatia.
Doença não será
e nunca fui dada à preguiça.
Mas não entendo esta inacção.
Se junto de um poeta
procurasse uma explicação
para semelhante torpor
certamente ele concluiria
que o meu caso era o paradigma perfeito
de uma mera crise de melancolia.
SS
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
FRIO
E de repente
foi-se a chuva
e voltou o frio.
O sol que espreita sobre as nuvens
não chega para aquecer.
É tempo de recolhimento
e na maior intimidade
à lareira e com calma
beber um tinto aquecido
em amena cavaqueira
com o amor do momento.
foi-se a chuva
e voltou o frio.
O sol que espreita sobre as nuvens
não chega para aquecer.
É tempo de recolhimento
e na maior intimidade
à lareira e com calma
beber um tinto aquecido
em amena cavaqueira
com o amor do momento.
SS
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
MÃO
Dá-me a tua mão.
Deixa-me ler o que está escrito
em cada uma das suas linhas,
sulcos rasgados na pele
que me habituei a afagar.
Como não sei interpretá-los
preciso que sejas tu a traduzi-los
para que eu entenda
se são uma teia secreta de mensagens
ou o esboço que traçaste para me inventar.
SS
Deixa-me ler o que está escrito
em cada uma das suas linhas,
sulcos rasgados na pele
que me habituei a afagar.
Como não sei interpretá-los
preciso que sejas tu a traduzi-los
para que eu entenda
se são uma teia secreta de mensagens
ou o esboço que traçaste para me inventar.
SS
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