Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...
Deixa-me repousar em ti sentir-me nuvem sem peso, sem forma e até sem cor, assim como algo inexistente.
Repousar em ti dessa maneira num espaço vazio de tudo, sem luz, sem som, sem movimento, na evasão total dos nossos corpos, seria uma forma de amarmos bem diferente.
Apetecia-me dizer-te tanta coisa!... Contar-te tudo quanto fiz desde manhã, coisas pequenas, é certo mas muitas e variadas para manter ocupada a minha mente e assim lembrar-me menos de ti.
Não penses em nenhum momento que isto é por desamor É apenas um modelo que criei para tentar perceber se a saudade pode ser a forma adequada para conhecer um outro lado do amor.
Boa noite, amor. Neste fim de um dia que teima em não acabar, que me encheu de cansaço, mas foi curto para matar a saudade de um grande uma amizade vinda do outro lado do mar, em que brindamos à vida frente a um mar azul de fundo, senti saudades de ti, do tempo em que que não havia ausência e o mais longe para nós era apenas o AQUI.
SS
terça-feira, 4 de junho de 2013
Hoje sonhei-te emaranhado em todo o meu dia nas pequenas coisas que fui fazendo nos pensamentos que fui tendo nos passos que fui caminhando nas conversas que estabeleci.
Pressinto-te a amizade Nas palavras escritas de cada dia que se cruzam entre nós soltas, curtas, como se nos quisessem agarrar e unir. Sabe bem lê-las quando não as posso ouvir.