Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


sexta-feira, 1 de março de 2013


Tristeza
é uma tarde de solidão
num jardim sem flores
em dia sem sol

e vazio de amores.

SS

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Se o nosso amor esperar pela Primavera
desabrochará em todo o seu esplendor.
Já não será só  botão a lembrar esperança,
mas tapete banhado pelo sol e pela cor,
leito natural para todo o desejo contido
que apagaremos com beijos sabendo a mel
e abraços onde se cruzam a fome com o ardor.

SS

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CHAVE

Contam-se em dias
horas
minutos
e muitos segundos
as folhas deste diário.

Escritas com amor 
desejo 

ternura 
e muita saudade
são chave mestra do meu relicário.


SS

sábado, 23 de fevereiro de 2013

SONHOS


 

Por vezes ao sonhar

componho com cada imagem que me agrada

uma realidade tão apetecida

que com ela construo todo o meu quotidiano.

Contudo o azar, a má sorte 

ou então “fadas más” que me invejam,

entretêm-se a desfazer esses projectos 

em pó e nada.
SS



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

PERDI A ALMA


Perdi a alma nos descaminhos do tempo
e das circunstâncias.
Por mais que a busque não a encontro
e já não recordo sequer como ela era.
Vivo sedenta da água de uma fonte a que não chego
e ávida do fogo que me aqueceu e se apagou.
Sem alma, sem água e sem calor
Sinto-me andorinha que se perdeu da Primavera.

SS

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

RENASCIMENTO


Pouco a pouco
das árvores despidas do meu jardim, 

esquecendo o cinza e o frio,
mas respeitando o uso sazonal,
desabrocham novamente flores .

Exemplo da natureza

para quem espera, como eu,
o momento de sentir o reviver de amores.

SS