quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
FOTO
De ti vou tendo apenas a memória
dos tempos partilhados
que são curtos momentos
neste tempo quase adolescente
em que temos sido nós.
Por isso valorizo de forma especial
o sorriso
o gesto
as carícias
e os olhares
captados numa foto,
uma só,
e que falam por nós
no espaço destes nossos longos silêncios.
SS
sábado, 12 de janeiro de 2013
HISTÓRIA
Cruzar o meu com o teu olhar
e imaginar que és uma réstia do sol que fica em mim;
pressentir no meu rosto o ar que expiras
e pensar que és a brisa a procurar-me;
ouvir o silêncio tão teu e tão profundo
e sonhar com os segredos de amor que ele esconde;
adormecermos os dois feitos um nó
e sentirmos que passamos para além do fim do mundo.
Se esta não fosse a história de um sonho de viver
Era a que escolheria para te oferecer.
e imaginar que és uma réstia do sol que fica em mim;
pressentir no meu rosto o ar que expiras
e pensar que és a brisa a procurar-me;
ouvir o silêncio tão teu e tão profundo
e sonhar com os segredos de amor que ele esconde;
adormecermos os dois feitos um nó
e sentirmos que passamos para além do fim do mundo.
Se esta não fosse a história de um sonho de viver
Era a que escolheria para te oferecer.
SS
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Sorriso
Tinha um olhar doce
risonho e penetrante
onde se adivinhava já o longe que buscava
e prometia ultrapassar utopias
partilhando-as com amores inumeráveis.
Sei algo sobre as utopias.
Pouco sei dos amores.
No homem actual
Nenhuns deles são legíveis.
Algo contudo permanece:
Uma forma de sorrir,
Que conta muito mais do que parece...
SS
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
ESPERA DE UM TEMPO NOVO
De tudo quanto te escrevi
rasguei as palavras uma a uma.
Fui perdendo o sentido delas
no uso exaltado que lhes dei
e na repetição de algumas
escolhidas tão somente para rimar.
Duvido até que tenha conseguido,
no meio dessa confusão.
dizer alguma vez o essencial.
Por isso recolhe-as todas tu também
dos sítios onde as tens guardadas.
Como tudo que chega ao fim
deves deitá-las fora
porque deixaram de nos servir.
Só poderemos recomeçar
um novo e desafiante ponto de partida
abandonando as palavras estafadas
e criando outras para um tempo
que seja inovador
e que trace um sentido diferente
àquilo que tem sido até aqui a nossa vida.
SS
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
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