terça-feira, 24 de março de 2009
QUANDO A SAUDADE BATE
É assim
Quando a saudade bate
Não basta o som das palavras
Nem a recordação dos dias que já foram.
Quando a saudade bate
Bate pelo tempo que há-de vir, mas não chega,
Pelo toque da pele de que se teme perder o cheiro,
Pelos silêncios que dizem mais do que as palavras,
Mas, sobretudo,
Pelo pela ânsia de sentir o teu coração
a bater encostado no meu peito
SS
quinta-feira, 19 de março de 2009
MONÓLOGO PESSOAL
Quantos tempos tivemos
Neste tempo?
O meu…
O teu…
O nosso…
Tempos
Que se cruzaram
No tempo colectivo
Daqueles que nos conheciam
E dos que nem imaginavam
Que nós existíamos
Mesmo vendo-nos passar.
Era um tempo cheio
De diálogo
Feito de palavras
De ideias
E de olhares partilhados.
O tempo que chegou agora
Levou com ele o nosso tempo.
Esvaziou as palavras
As ideias
E os olhares
E encheu o diálogo
Com tempos de solidão
SS
quarta-feira, 18 de março de 2009
AUSÊNCIA
Sentir a ausência
É notar o vazio deixado
Pelos pequenos nadas que faziam o nosso tempo.
Eram exactamente isso, pequenos nadas:
Um toque mesmo que casual de mãos,
Um golo bebido de copo alheio
Um elogio a um menu escolhido
Uma crítica monossilábica ao ambiente
Uma troca de olhares que só nos víamos
Mas onde cabia um pequeno mundo – o nosso.
Por isso a ausência me deixou sem chão.
A leitura solitária perdeu a riqueza do debate
E com ele foram-se os temas e as palavras
Que aquecíamos com fúria e com ternura.
Apesar de vestidos ficámos nus
De ideias, que não de sentimentos.
Hoje, a esta distância que nos separa,
De que poderemos falar
Senão deste Verão antecipado?
Soror Saudade
É notar o vazio deixado
Pelos pequenos nadas que faziam o nosso tempo.
Eram exactamente isso, pequenos nadas:
Um toque mesmo que casual de mãos,
Um golo bebido de copo alheio
Um elogio a um menu escolhido
Uma crítica monossilábica ao ambiente
Uma troca de olhares que só nos víamos
Mas onde cabia um pequeno mundo – o nosso.
Por isso a ausência me deixou sem chão.
A leitura solitária perdeu a riqueza do debate
E com ele foram-se os temas e as palavras
Que aquecíamos com fúria e com ternura.
Apesar de vestidos ficámos nus
De ideias, que não de sentimentos.
Hoje, a esta distância que nos separa,
De que poderemos falar
Senão deste Verão antecipado?
Soror Saudade
segunda-feira, 9 de março de 2009
terça-feira, 14 de outubro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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