Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

UM TEMPO NOVO

Sei que estou aqui Como já não estava há muito, Que não pertenço a ninguém, Que sou livre, completamente livre, Que tenho o mar só para mim, Que só eu vejo as estrelas E que a lua se esconde nos meus olhos. Em terra estranha Sou senhora de um tempo que não é o meu E que já não me lembrava que existia. Quando passo Sinto que deixo um rasto, já esquecido, De fêmea E não só de mulher Soror S

quarta-feira, 21 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Fado falado

quinta-feira, 1 de maio de 2008

AlL DI LÁ

LONGE DE TI

Longe para mim É quando sinto as gaivotas Voarem em direcção ao horizonte Que eu nunca alcançarei. Longe para mim É ver o bulício das folhas Que o vento afasta de mim E que nunca mais verei. Longe para mim É pensar Na imensidão do mar Que nunca atravessarei. Longe para mim É ver uma rosa No alto de um muro E que por isso nunca cortarei. Longe para mim É pensar em ti Como ave que emigra Perdida no bando que parte E que se volta… não sei… Escriva

segunda-feira, 21 de abril de 2008