Uma irreverência entre a memória e a saudade


Há um fio ténue que liga a memória com a saudade. Chamei-lhe irreverência porque ele se move constantemente e em todas as direcções fazendo-me lembrar o vento que, vindo do mar, me afaga desde que nasci...


segunda-feira, 7 de julho de 2014

ACONTECEU

Primeiro o vento trouxe-me as palavras
e com elas o sentido da busca do meu eu.
Depois foi a troca de um olhar
que me fez sentir o que o meu lia no teu.
Com este logo me desnudaste.
Com as mãos me desmontaste em peças
que acariciaste
e com que ergueste uma  torre de marfim
onde me colocaste como divindade

Porque sou a obra e tu o mestre,
é em cada marca que vais deixando em mim
que aprendi a amar-te de verdade.

SS

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